OS OUVIDOS do grilo da espécie Copiphora gorgonensis, da América do Sul, medem menos do que um milímetro, mas mesmo assim funcionam de maneira bem parecida aos ouvidos humanos. Esse inseto pode distinguir diversas frequências de som a longas distâncias. Por exemplo, ele pode perceber a diferença entre o som de outros grilos e o ultrassom de morcegos que o caçam.

Analise o seguinte: Os ouvidos desse grilo estão em suas patas dianteiras. Eles coletam, convertem e analisam a frequência do som, assim como faz o ouvido humano. Mas cientistas descobriram um órgão dentro do ouvido, que só esse inseto possui — uma cavidade preenchida com um fluido pressurizado que parece um balão alongado. Esse órgão, chamado de vesícula auditiva, funciona como a cóclea do ouvido dos mamíferos, mas é muito menor. A vesícula auditiva é responsável pela incrível audição do grilo.

Daniel Robert, professor da Escola de Ciências Biológicas da Universidade de Bristol, no Reino Unido, disse que essa descoberta ajudará engenheiros a “desenvolver aparelhos auditivos bioinspirados menores e mais precisos do que qualquer outro feito antes”. Pesquisadores acreditam que isso também vai contribuir para a próxima geração de tecnologia de engenharia ultrassônica, incluindo sistemas de imagens para hospitais.

Tem alguma dúvida sobre a perda auditiva na terceira idade? Entre em contato conosco. Teremos prazer em ajudá-lo! 

É inevitável. Uma hora ou outra a perda de audição afeta todo e qualquer ser humano, trazendo diversas consequências geralmente inesperadas. O ouvido, além de ser responsável pela nossa audição, também é extremamente importante na manutenção do nosso equilíbrio e na nossa vida social.

Quando idosos começam a perder sua capacidade auditiva, é muito provável que isso acabe causando isolamento, frustração, depressão, entre outros problemas psicológicos. Tudo o que as pessoas à sua volta podem fazer é amenizar esses danos.

Os distúrbios de comunicação gerados pela perda de audição torna a atividade de compartilhar pensamentos, ideias e informações uma tarefa árdua. É comum que o idoso na maioria das vezes finja compreender o que os outros estão falando e, consequentemente, desista de tentar interagir. A fala também acaba por ser afetada e a tendência é piorar cada vez mais conforme a pessoa for perdendo a audição.

É comum que o idoso seja descrito com uma pessoa confusa e distraída, mas na verdade essas características são apenas consequências dos danos à sua capacidade auditiva. Também é importante perceber que a deficiência auditiva também pode trazer problemas para a linguagem e a memória, resultando em uma complexa depreciação da qualidade de vida da pessoa idosa.

Mas e os amigos e familiares, o que eles podem fazer para ajudar?

É extremamente necessário ter muita paciência na hora de se comunicar com o idoso. Ouvir atentamente o que ele tem a dizer é o primeiro passo que precisa ser dado para tirá-lo do isolamento social. Ao falar, não é preciso aumentar o volume de sua voz, apenas converse pausadamente e pronuncie as palavras com clareza, repetindo as frases se for necessário.

No entanto, nada disso pode ser eficaz se você estiver conversando com a pessoa em um ambiente muito ruidoso. Sempre que for interagir com um idoso, procure fazê-lo em um lugar silencioso, onde não seja necessário falar mais alto para se fazer ouvido. Além disso, também não se pode esquecer de que o fato de a pessoa possuir deficiência auditiva não quer dizer que ela deva ser poupada das atividades sociais, pois isso contribuirá para a sua frustração.

 Contudo, todo esse trabalho também pode ser amenizado ao tratar a perda auditiva do idoso. Muitas pessoas acreditam que a deficiência auditiva causada pela idade não é reversível, mas essa é uma afirmação do passado. Ajude o idoso a utilizar o aparelho auditivo pelo tempo necessário e veja a melhora você mesmo.

Caso não haja progresso, existem duas opções: ou a deficiência foi causada por excesso de cera no ouvido, ou o problema já avançou demais e está no grau de severidade.

Portanto, lembre-se: o quanto antes a pessoa utilizar o aparelho, menores são as chances da perda auditiva ser grave.

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Como o feto escuta dentro do útero materno sempre foi um tema que atraiu muitos estudiosos e que intriga todas as gestantes. Então vamos entender como a audição de um ser humano em formação funciona.

 Se preparando para ouvir

 O feto não consegue ouvir nada até a 20ª semana de vida, pois uma massa de células epiteliais mantém fechada a extremidade medial do meato acústico externo, localizado no canal auditivo externo e cuja função é a de transmitir os sons captados pela orelha para o tímpano.

É durante essa semana que a orelha interna é desenvolvida. Na metade da gestação, a orelha interna é o único órgão sensorial que atinge tamanho adulto. A partir da sua formação, só falta a ossificação, que acontece quando a membrana do tímpano fica exposta ao líquido amniótico.

Enquanto o feto não ouve com a orelha, ele não é completamente insensível aos sons. Existem alguns cientistas que afirmam que a pele do feto funciona como uma extensão da audição no período da gestação.

 

O feto conhece o mundo sonoro

 

A partir da 21ª semana, o sistema auditivo do feto já está desenvolvido o bastante para que possa começar a receber estímulos sonoros. Os ossículos martelo, bigorna e estribo estão envolvidos em um líquido de relativa densidade, chamado mesênquima.

É por volta da 34ª semana que os ossículos começam a funcionar, mas só exercerão sua função completamente após o nascimento, com a entrada de ar na orelha média, fazendo a cavidade timpânica se expandir de imediato.

 

Os estímulos sonoros da gestação

 

 

As fontes sonoras dos estímulos recebidos pelo feto são várias. Entre elas, a pulsação rítmica do ritmo cardíaco, a circulação sanguínea que acontece em volta do útero, os sons produzidos pelo estômago e pelo intestino, as articulações do esqueleto e os passos da mãe.

Mas entre todos os sons que o feto consegue ouvir, o que mais se sobresai é o som da voz da mãe. Quando ela fala, o som de sua voz é mais facilmente escutado do que qualquer outro estímulo sonoro recebido pelo feto.

No entanto, dentro do útero é impossível entender as palavras que a gestante está dizendo, pois para isso é necessário que o som seja propagado pelo ar. Portanto, como o feto está embebido no líquido amniótico, ele consegue ouvir apenas a sua voz.

É interessante saber que os estímulos sonoros recebidos pelo feto caminham com uma velocidade mais de quatro vezes maior no líquido amniótico do que no ar.

 

Memória sonora

 

Podemos dizer que a voz humana que o feto ouve dentro do útero é o primeiro contato que ele tem com o mundo exterior. Além disso, também é possível afirmar que ele se lembra desse estímulo sonoro depois de nascer.

Anthony DeCasper, professor da Universidade da Carolina do Norte, realizou uma pesquisa que mostrou que os bebês recém-nascidos lembram de histórias e canções que lhe são contadas repetidamente no decorrer dos três últimos meses da gestação.

Além disso, também percebe-se a memória auditiva pelo fato de o bebê responder à voz da mãe ao virar a cabeça e o tronco para a sua direção mesmo quando outras pessoas também estão falando com ele.

 

Fontes:

http://bebedofuturo.mus.br/audicao-do-feto/

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Você pode treinar o seu cérebro para fazer o que quiser. Sabe por quê? Por causa da neuroplasticidade. Esse nome estranho se refere à capacidade que o nosso cérebro tem de sempre aprender coisas novas.

Nossos neurônios se reorganizam toda vez que nos submetemos a uma nova atividade, fazendo com que a comunicação neural encontre novos caminhos de realização.

O que acontece é o seguinte: os neurônios são estimulados e geram impulsos elétricos, formando uma nova reorganização nas ligações entre eles. Essas ligações entre os neurônios se tornam mais grossas, fazendo com que o recrutamento de células para a realização de determinada tarefa seja mais eficiente.

A transmissão dos impulsos elétricos acontece por meio dos neurotransmissores e fica cada vez melhor quanto mais estimulados forem os neurônios, ou seja, quanto mais o cérebro for exercitado.

Portanto, a neuroplasticidade permite que o nosso cérebro aprenda e reaprenda constantemente. Por exemplo, existem situações em que alguém sofre um acidente e acaba ficando com um membro do corpo imobilizado. Nesse caso, o cérebro precisa reaprender a mobilizá-lo ou aprender a viver sem ele. O comportamento dos neurônios muda e, assim, o cérebro se adapta a cada nova situação.

É tudo baseado no treino da mente. Da mesma forma,  é fisioterapia para os seus ouvidos. Por meio de condicionamento de som, o software exercita as células ciliadas da sua cóclea. Um novo exercício que cria novos impulsos elétricos que reorganizam as ligações entre os neurônios.

 Fonte:

http://drauziovarella.com.br/envelhecimento/plasticidade-neuronal/

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O funcionamento do seu corpo faz uma barulheira danada. Já pensou se você pudesse ouvir o som que vem de dentro de você? Isso é possível e tem nome: Síndrome de Deiscência de Canal Semicircular Superior (SDCSS).

O primeiro diagnóstico realizado dessa síndrome aconteceu no ano de 1998, nos Estados Unidos, pelo pesquisador Lloyd Minor. O paciente era Adrian Mcleish, que sofria ao pentear os cabelos, ao ouvir seus passos quando caminhava e ao comer. Para ele, morder uma cenoura era como se um tiro ecoasse dentro de sua cabeça.

A síndrome consiste na quebra da camada de osso que reveste o canal semicircular superior, localizado no ouvido interno. A quebra forma uma deiscência, ou seja, um pequeno furo. A solução para Adrian foi uma cirurgia, que pode ser realizada com diversos materiais, como fragmentos do osso do crânio, cera óssea, pó de osso e até mesmo o músculo.

O problema provoca sintomas que pioram muito a qualidade de vida de quem possui a síndrome. Alguns deles são perda auditiva, tontura constante e perda de equilíbrio, causados principalmente por causa das mudanças de pressão na cabeça. Quem possui a síndrome também tem intolerância à sons externos, caracterizando um tipo de hiperacusia (hipersensibilidade auditiva), além de uma oscilação anormal do globo ocular, chamada de nistagmo.

É muito importante identificar a síndrome corretamente para que o problema não seja tratado da forma errada, como aconteceu com o piloto Jefferson Vasconcelos. A princípio, a vertigem fez com que ele pensasse que o problema era da visão. Só depois percebeu que a sensação ruim que estava tendo vinha do ouvido.

Até agora, a única alternativa para a síndrome é a cirurgia, porém, infelizmente, o procedimento não garante que a vida do paciente volte completamente ao normal, podendo apenas amenizar o problema.

Agora você deve estar se perguntando da onde diabos essa síndrome deve surgir, certo? Pois bem, acredita-se que a má formação do osso que reveste o canal semicircular superior aconteça até os 3 anos de idade. Quando a camada óssea não atinge a espessura adequada, fica suscetível a rupturas, formando a deiscência.

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Você sabia? Seu ouvido esquerdo entende melhor o sarcasmo enquanto o direito compreende mais facilmente as declarações sinceras. Pelo menos é o que afirmam pesquisadores da Universidade de New Brunswick, no Canadá.

Segundo o estudo, o ouvido esquerdo possui mais agilidade em perceber as nuances do discurso das pessoas por causa do reflexo de como o hemisfério correspondente do cérebro processa a linguagem. Para chegar em tal conclusão, os pesquisadores realizaram uma série de testes com 40 voluntários.

Sendo assim, pense duas vezes antes de tentar persuadir alguém e fale no ouvido direito da pessoa. A mesma estratégia serve para situações de paquera. E se você parar para observar, vai perceber que nós temos a tendência de preferir que falem no nosso ouvido direito.

Para provar isso, pesquisadores da Universidade de Gabriele d’Annunzio, na Itália, foram até uma balada e pediram cigarro para as pessoas, perguntando intencionalmente ao pé do ouvido direito ou esquerdo. O resultado foi que eles receberam mais respostas positivas quando perguntaram no ouvido direito.

Agora se você quer fazer uma piada sarcástica para seus amigos, aproveite para falar na direção do ouvido esquerdo deles e tenha maiores chances de eles darem risada. Essa estratégia vale ainda mais se você deseja fazer um comentário do mesmo tipo para pessoas com quem você não tem intimidade e, portanto, não conhece seu humor.

É por essas e outras que é tão importante cuidar da sua saúde auditiva. Para isso, basta usar o aparelho auditivo e perceber a melhora na compreensão do sarcasmo pelo ouvido esquerdo e da sinceridade pelo ouvido direito.

Sarcasmo

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A medicina oriental está se infiltrando cada vez mais no Brasil, por isso decidimos abordar uma tema sobre a acupuntura. Será que a acupuntura pode melhorar o seu problema de zumbido?

A acupuntura é um método de medicina tradicional chinesa reconhecida pelo Conselho Federal de Medicina. A acupuntura se baseia na estimulação das células com agulhas em pontos específicos definidos no corpo humano. Sua utilização no combate ao zumbido é parecida com o modelo aplicado nos quadros álgicos, já que ambos estão relacionados como experiência sensorial e emocional.

As pesquisas da neurociência associam a acupuntura a estímulos neuronais, ativação de mecanismos opióides endógenos e de neuropeptídios, estimulando assim estruturas cerebrais específicas.

O otorrinolaringologista Ektor Tsuneo Onishi estuda o efeito da acupuntura no tratamento do zumbido e coordena o departamento de Otorrinolaringologia da Unifesp. Ele afirma que a técnica ajuda a diminuir o incômodo que o ruído gera e publicou um artigo científico que aborda a estimulação de pontos de acupuntura na cabeça em 76 pacientes e que comprova que a estimulação de um ponto especifico do ouvido pode melhorar o zumbido e diminuir o incômodo.

O software de aparelhos auditivos  tem ajudado muitas pessoas que tiveram seu zumbido no ouvido causado por poluição sonora e idade porque lida com estimulação direta na cóclea da sua audição. Mas quando a causa é outra o que você pode fazer?  Talvez uma acupuntura possa aliviar o seu problema que está conectado com sistema nervoso.

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É inevitável. Uma hora ou outra a perda de audição afeta todo e qualquer ser humano, trazendo diversas consequências geralmente inesperadas. O ouvido, além de ser responsável pela nossa audição, também é extremamente importante na manutenção do nosso equilíbrio e na nossa vida social. Quando idosos começam a perder sua capacidade auditiva, é muito provável que isso acabe causando isolamento, frustração, depressão, entre outros problemas psicológicos. Tudo o que as pessoas à sua volta podem fazer é amenizar esses danos.

Os distúrbios de comunicação gerados pela perda de audição torna a atividade de compartilhar pensamentos, ideias e informações uma tarefa árdua. É comum que o idoso na maioria das vezes finja compreender o que os outros estão falando e, consequentemente, desista de tentar interagir. A fala também acaba por ser afetada e a tendência é piorar cada vez mais conforme a pessoa for perdendo a audição.

É comum que o idoso seja descrito com uma pessoa confusa e distraída, mas na verdade essas características são apenas consequências dos danos à sua capacidade auditiva. Também é importante perceber que a deficiência auditiva também pode trazer problemas para a linguagem e a memória, resultando em uma complexa depreciação da qualidade de vida da pessoa idosa.

Mas e os amigos e familiares, o que eles podem fazer para ajudar? É extremamente necessário ter muita paciência na hora de se comunicar com o idoso. Ouvir atentamente o que ele tem a dizer é o primeiro passo que precisa ser dado para tirá-lo do isolamento social. Ao falar, não é preciso aumentar o volume de sua voz, apenas converse pausadamente e pronuncie as palavras com clareza, repetindo as frases se for necessário.

No entanto, nada disso pode ser eficaz se você estiver conversando com a pessoa em um ambiente muito ruidoso. Sempre que for interagir com um idoso, procure fazê-lo em um lugar silencioso, onde não seja necessário falar mais alto para se fazer ouvido. Além disso, também não se pode esquecer de que o fato de a pessoa possuir deficiência auditiva não quer dizer que ela deva ser poupada das atividades sociais, pois isso contribuirá para a sua frustração.

Contudo, todo esse trabalho também pode ser amenizado ao tratar a perda auditiva do idoso. Muitas pessoas acreditam que a deficiência auditiva causada pela idade não é reversível, mas essa é uma afirmação do passado. Ajude o idoso a utilizar o Hearing Guardian V1 pelo tempo necessário e veja a melhora você mesmo. Caso não haja progresso, existem duas opções: ou a deficiência foi causada por excesso de cera no ouvido, ou o problema já avançou demais e está no grau de severidade. Portanto, lembre-se: o quanto antes a pessoa utilizar o software, menores são as chances da perda auditiva ser grave.

Todo mundo fica surpreso quando ouve a própria voz. “Por que ela é tão estranha?”, “Desde quando ela é aguda desse jeito?” são algumas perguntas que todos fazem nesses momentos. Mas quando o seu amigo escuta sua voz numa gravação e diz que achou completamente normal você acha uma absurdo, não é mesmo?

Talvez você pense que isso aconteça por causa da falta de capacidade dos gravadores, pois eles não conseguem captar todas as frequências da voz humana. Porém, mesmo se um dia a tecnologia avançar a ponto de produzir um gravador capaz de gravar a voz humana perfeitamente, ouvir a própria voz continuaria sendo estranho para todo mundo.

Sua voz fica estranhamente aguda desse jeito porque o caminho que o som faz até os nossos ouvidos pode ser feito de duas formas. Um deles é o que a nossa própria voz percorre. Ela é transmitida das cordas vocais até a cóclea, região do ouvido interno responsável pela audição, através dos ossos.

Nesse processo, as frequências mais agudas dos sons enviados por nossas cordas vocais são abafas pelos nossos ossos. Isso faz com que a nossa voz chegue aos nossos ouvidos com a falsa impressão de que ela é mais grave.

Já quando nós ouvimos todos os outros sons, o caminho é feito pelo ar. As frequências fazem o nosso tímpano vibrar junto com os ossículos martelo, bigorna e estribo, conduzindo o som até a cóclea, que transforma os sinais acústicos em elétricos, mandando a informação para o nosso cérebro.

É por isso que nós nunca ouvimos a nossa própria voz da mesma forma como os outros ouvem. É mais ou menos isso o que acontece também quando nos vemos no espelho e quando vemos uma foto nossa. Por que a sua imagem no espelho nunca é a mesma da foto?

Não adianta ficar treinando pose na frente do espelho porque não vai adiantar. Isso porque a imagem que nós vemos é invertida, da mesma forma como funciona a câmera frontal do seu celular, por isso você sempre se pergunta porque você saiu com uma cara que você não fez. É a mesma questão de autopercepção que acontece no caso da voz.

Sinto-lhe dizer, mas por mais que você odeie ouvir sua própria voz e ache que todas as outras pessoas são loucas por achar ela normal numa gravação, não há nada que você possa fazer sobre isso.

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Homens perdem mais audição do que elas, independente da doença, estudos comprovam.

Ter diabetes pode causar maior perda de audição entre mulheres, especialmente se essa doença metabólica não for bem controlada com medicação, de acordo com estudo do Henry Ford Hospital in Detroit, Estados Unidos. A conclusão veio da revisão de registros de 990 pacientes que passaram por audiogramas na instituição entre 2000 e 2008.

Esses pacientes foram classificados por gênero, idade (menos de 60 anos, entre 60 e 75 anos e mais de 75 anos de idade), e se tinham ou não diabetes. Aqueles com a doença foram divididos em dois grupos: diabetes bem controlado ou mal controlado, de acordo com os parâmetros daAmerican Diabetes Association.

A esquipe observou a média do tom puro (PTA), uma medição que determina o nível de audição de acordo com certa frequência, além do reconhecimento da fala, em diversas idades. Eles focaram essa média de acordo com a frequência que a maioria das pessoas fala, e em frequências mais elevadas, usadas em músicas e alarmes.

Com esses dados em mãos, os pesquisadores puderam observar que mulheres entre 60 e 75 anos com o diabetes mal controlado tiveram perdas auditivas significativamente maiores do que aquelas cuja doença era bem controlada. Entre aquelas com menos de 60 anos, a perda auditiva – independentemente do nível de controle da doença – também foi maior do que aquelas que não têm diabetes.

Entre os homens, os estudiosos não encontraram diferenças significativas da perda de audição entre portadores do diabetes, bem ou mal controlado, e não portadores. O estudo verificou, no entanto, que o sexo masculino apresenta maiores perdas auditivas do que as mulheres.

Controle o diabetes com a ajuda da alimentação

Se o cardápio pode ser remédio ou veneno para todo mundo, com os diabéticos essa relação ganha contornos ainda mais marcados. O que vai ao prato interfere diretamente na doença, ajudando ou prejudicando ainda mais o quadro. Não há bom tratamento sem uma dieta adequada e exercícios, enfatiza o endocrinologista, da Universidade Federal de São Paulo. Alguns grupos de alimentos devem ser rigorosamente controlados é o caso dos carboidratos, que se transformam em glicose quando digeridos. E não pense que aqui estamos falando apenas de pães e bolachas: eles estão também em cereais, no leite e derivados e até em legumes e frutas.

Por sorte a Medicina descobriu que nenhuma solução radical funciona. Houve um tempo em que o paciente saía do consultório com uma lista de proibições. Hoje, há meios de controlar a ingestão dos vilões. É o caso da contagem de carboidratos, um método usado para calcular os gramas desses nutrientes ingeridos ao dia, nas refeições e lanches. Esse sistema é utilizado desde a década de 1930 nos Estados Unidos e na Europa. Com ele, você aprende a fazer substituições e a driblar pequenos delitos. Basta aprender a contar os pontos de cada alimento.

E, para somar, outros nutrientes vêm sendo pesquisados, revelando poderes de baixar a glicemia, como o caso das fibras solúveis. Em contato com a água, elas formam uma espécie de capa em torno da comida. Com isso dificultam a absorção do açúcar. Entre as campeãs desse tipo de fibra estão a maçã, comida com casca, e a aveia. Mas essas aliadas dos diabéticos estão também nas verduras como alface e rúcula, em leguminosas como o feijão, lentilha, milho e ervilha, além do bagaço de frutas como a laranja.

Agora os cientistas estão voltando as atenções ao chamado índice glicêmico dos alimentos, que indica a velocidade com que a glicose deles é liberada no organismo. Essa informação ajuda o médico a indicar o melhor cardápio. Aliada a métodos como a contagem de carboidratos poderá trazer ainda mais precisão ao controle da dieta e mais alternativas ao paciente.

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