Você pode treinar o seu cérebro para fazer o que quiser. Sabe por quê? Por causa da neuroplasticidade. Esse nome estranho se refere à capacidade que o nosso cérebro tem de sempre aprender coisas novas.

Nossos neurônios se reorganizam toda vez que nos submetemos a uma nova atividade, fazendo com que a comunicação neural encontre novos caminhos de realização.

O que acontece é o seguinte: os neurônios são estimulados e geram impulsos elétricos, formando uma nova reorganização nas ligações entre eles. Essas ligações entre os neurônios se tornam mais grossas, fazendo com que o recrutamento de células para a realização de determinada tarefa seja mais eficiente.

A transmissão dos impulsos elétricos acontece por meio dos neurotransmissores e fica cada vez melhor quanto mais estimulados forem os neurônios, ou seja, quanto mais o cérebro for exercitado.

Portanto, a neuroplasticidade permite que o nosso cérebro aprenda e reaprenda constantemente. Por exemplo, existem situações em que alguém sofre um acidente e acaba ficando com um membro do corpo imobilizado. Nesse caso, o cérebro precisa reaprender a mobilizá-lo ou aprender a viver sem ele. O comportamento dos neurônios muda e, assim, o cérebro se adapta a cada nova situação.

É tudo baseado no treino da mente. Da mesma forma,  é fisioterapia para os seus ouvidos. Por meio de condicionamento de som, o software exercita as células ciliadas da sua cóclea. Um novo exercício que cria novos impulsos elétricos que reorganizam as ligações entre os neurônios.

 Fonte:

http://drauziovarella.com.br/envelhecimento/plasticidade-neuronal/

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O funcionamento do seu corpo faz uma barulheira danada. Já pensou se você pudesse ouvir o som que vem de dentro de você? Isso é possível e tem nome: Síndrome de Deiscência de Canal Semicircular Superior (SDCSS).

O primeiro diagnóstico realizado dessa síndrome aconteceu no ano de 1998, nos Estados Unidos, pelo pesquisador Lloyd Minor. O paciente era Adrian Mcleish, que sofria ao pentear os cabelos, ao ouvir seus passos quando caminhava e ao comer. Para ele, morder uma cenoura era como se um tiro ecoasse dentro de sua cabeça.

A síndrome consiste na quebra da camada de osso que reveste o canal semicircular superior, localizado no ouvido interno. A quebra forma uma deiscência, ou seja, um pequeno furo. A solução para Adrian foi uma cirurgia, que pode ser realizada com diversos materiais, como fragmentos do osso do crânio, cera óssea, pó de osso e até mesmo o músculo.

O problema provoca sintomas que pioram muito a qualidade de vida de quem possui a síndrome. Alguns deles são perda auditiva, tontura constante e perda de equilíbrio, causados principalmente por causa das mudanças de pressão na cabeça. Quem possui a síndrome também tem intolerância à sons externos, caracterizando um tipo de hiperacusia (hipersensibilidade auditiva), além de uma oscilação anormal do globo ocular, chamada de nistagmo.

É muito importante identificar a síndrome corretamente para que o problema não seja tratado da forma errada, como aconteceu com o piloto Jefferson Vasconcelos. A princípio, a vertigem fez com que ele pensasse que o problema era da visão. Só depois percebeu que a sensação ruim que estava tendo vinha do ouvido.

Até agora, a única alternativa para a síndrome é a cirurgia, porém, infelizmente, o procedimento não garante que a vida do paciente volte completamente ao normal, podendo apenas amenizar o problema.

Agora você deve estar se perguntando da onde diabos essa síndrome deve surgir, certo? Pois bem, acredita-se que a má formação do osso que reveste o canal semicircular superior aconteça até os 3 anos de idade. Quando a camada óssea não atinge a espessura adequada, fica suscetível a rupturas, formando a deiscência.

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Você sabia? Seu ouvido esquerdo entende melhor o sarcasmo enquanto o direito compreende mais facilmente as declarações sinceras. Pelo menos é o que afirmam pesquisadores da Universidade de New Brunswick, no Canadá.

Segundo o estudo, o ouvido esquerdo possui mais agilidade em perceber as nuances do discurso das pessoas por causa do reflexo de como o hemisfério correspondente do cérebro processa a linguagem. Para chegar em tal conclusão, os pesquisadores realizaram uma série de testes com 40 voluntários.

Sendo assim, pense duas vezes antes de tentar persuadir alguém e fale no ouvido direito da pessoa. A mesma estratégia serve para situações de paquera. E se você parar para observar, vai perceber que nós temos a tendência de preferir que falem no nosso ouvido direito.

Para provar isso, pesquisadores da Universidade de Gabriele d’Annunzio, na Itália, foram até uma balada e pediram cigarro para as pessoas, perguntando intencionalmente ao pé do ouvido direito ou esquerdo. O resultado foi que eles receberam mais respostas positivas quando perguntaram no ouvido direito.

Agora se você quer fazer uma piada sarcástica para seus amigos, aproveite para falar na direção do ouvido esquerdo deles e tenha maiores chances de eles darem risada. Essa estratégia vale ainda mais se você deseja fazer um comentário do mesmo tipo para pessoas com quem você não tem intimidade e, portanto, não conhece seu humor.

É por essas e outras que é tão importante cuidar da sua saúde auditiva. Para isso, basta usar o aparelho auditivo e perceber a melhora na compreensão do sarcasmo pelo ouvido esquerdo e da sinceridade pelo ouvido direito.

Sarcasmo

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A medicina oriental está se infiltrando cada vez mais no Brasil, por isso decidimos abordar uma tema sobre a acupuntura. Será que a acupuntura pode melhorar o seu problema de zumbido?

A acupuntura é um método de medicina tradicional chinesa reconhecida pelo Conselho Federal de Medicina. A acupuntura se baseia na estimulação das células com agulhas em pontos específicos definidos no corpo humano. Sua utilização no combate ao zumbido é parecida com o modelo aplicado nos quadros álgicos, já que ambos estão relacionados como experiência sensorial e emocional.

As pesquisas da neurociência associam a acupuntura a estímulos neuronais, ativação de mecanismos opióides endógenos e de neuropeptídios, estimulando assim estruturas cerebrais específicas.

O otorrinolaringologista Ektor Tsuneo Onishi estuda o efeito da acupuntura no tratamento do zumbido e coordena o departamento de Otorrinolaringologia da Unifesp. Ele afirma que a técnica ajuda a diminuir o incômodo que o ruído gera e publicou um artigo científico que aborda a estimulação de pontos de acupuntura na cabeça em 76 pacientes e que comprova que a estimulação de um ponto especifico do ouvido pode melhorar o zumbido e diminuir o incômodo.

O software de aparelhos auditivos  tem ajudado muitas pessoas que tiveram seu zumbido no ouvido causado por poluição sonora e idade porque lida com estimulação direta na cóclea da sua audição. Mas quando a causa é outra o que você pode fazer?  Talvez uma acupuntura possa aliviar o seu problema que está conectado com sistema nervoso.

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É inevitável. Uma hora ou outra a perda de audição afeta todo e qualquer ser humano, trazendo diversas consequências geralmente inesperadas. O ouvido, além de ser responsável pela nossa audição, também é extremamente importante na manutenção do nosso equilíbrio e na nossa vida social. Quando idosos começam a perder sua capacidade auditiva, é muito provável que isso acabe causando isolamento, frustração, depressão, entre outros problemas psicológicos. Tudo o que as pessoas à sua volta podem fazer é amenizar esses danos.

Os distúrbios de comunicação gerados pela perda de audição torna a atividade de compartilhar pensamentos, ideias e informações uma tarefa árdua. É comum que o idoso na maioria das vezes finja compreender o que os outros estão falando e, consequentemente, desista de tentar interagir. A fala também acaba por ser afetada e a tendência é piorar cada vez mais conforme a pessoa for perdendo a audição.

É comum que o idoso seja descrito com uma pessoa confusa e distraída, mas na verdade essas características são apenas consequências dos danos à sua capacidade auditiva. Também é importante perceber que a deficiência auditiva também pode trazer problemas para a linguagem e a memória, resultando em uma complexa depreciação da qualidade de vida da pessoa idosa.

Mas e os amigos e familiares, o que eles podem fazer para ajudar? É extremamente necessário ter muita paciência na hora de se comunicar com o idoso. Ouvir atentamente o que ele tem a dizer é o primeiro passo que precisa ser dado para tirá-lo do isolamento social. Ao falar, não é preciso aumentar o volume de sua voz, apenas converse pausadamente e pronuncie as palavras com clareza, repetindo as frases se for necessário.

No entanto, nada disso pode ser eficaz se você estiver conversando com a pessoa em um ambiente muito ruidoso. Sempre que for interagir com um idoso, procure fazê-lo em um lugar silencioso, onde não seja necessário falar mais alto para se fazer ouvido. Além disso, também não se pode esquecer de que o fato de a pessoa possuir deficiência auditiva não quer dizer que ela deva ser poupada das atividades sociais, pois isso contribuirá para a sua frustração.

Contudo, todo esse trabalho também pode ser amenizado ao tratar a perda auditiva do idoso. Muitas pessoas acreditam que a deficiência auditiva causada pela idade não é reversível, mas essa é uma afirmação do passado. Ajude o idoso a utilizar o Hearing Guardian V1 pelo tempo necessário e veja a melhora você mesmo. Caso não haja progresso, existem duas opções: ou a deficiência foi causada por excesso de cera no ouvido, ou o problema já avançou demais e está no grau de severidade. Portanto, lembre-se: o quanto antes a pessoa utilizar o software, menores são as chances da perda auditiva ser grave.

Erudição musical retarda envelhecimento auditivo em até 20 anos.

Pesquisadores da Baycrest’s Rotman Research Institute, em Toronto, no Canadá, descobriram que pessoas que estudaram música a vida inteira possuem menos problemas de audição relacionados à idade do que aqueles que não estudaram. Os resultados foram publicados no periódico Psychology and Aging.

No estudo, 74 músicos (entre 19 e 91 anos) e 89 não músicos (entre 18 e 86 anos) participaram de uma série de avaliações auditivas. Aqui, um músico foi definido como alguém que começou a estudar a arte desde os 16 anos, continuou a praticar até o dia dos exames e teve o equivalente a, ao menos, seis anos de ensino formal de música. Não músicos, no estudo, foram tidos como aqueles que não tocam nenhum instrumento musical.

Usando fones de ouvido, os participantes sentaram em uma sala com isolamento acústico e completaram quatro tarefas auditivas que avaliaram os limiares tonais (capacidade de detectar sons que ficavam cada vez mais silenciosos); detecção de lacunas (habilidade de detectar uma pequena lacuna de silêncio em meio a um som contínuo, o que é importante para perceber sons da ala comum, como nas sílabas “aga” ou “ata”); detectar desafinações harmônicas (capacidade de detectar a relação entre diferentes frequências sonoras, o que é importante para separar os sons que acontecem simultaneamente em um ambiente barulhento); e fala em meio a barulhos (habilidade de ouvir uma sentença falada em meio a ruídos).

Os cientistas descobriram que o fato de ser músico não ofereceu nenhuma vantagem no teste de limiares tonais quando a idade vai chegando. No entanto, nos outros três testes auditivos – detecção de lacunas, desafinações harmônicas e fala em meio a ruídos -, os músicos mostraram clara vantagem sobre os demais, e essa vantagem cresce junto à idade de ambos os grupos. Aos 70 anos, músicos medianos ainda tinham a mesma capacidade de entender uma fala em ambiente barulhento do que não músicos de 50 anos. Isso sugere que aqueles que estudaram música podem retardar a perda de audição relacionada à idade em 20 anos.

Vale ressaltar que as três avaliações onde os músicos demonstraram uma vantagem dependem do processamento auditivo no cérebro, o que não acontece com os limiares tonais. Isso sugere que o estudo musical ao longo da vida atua no cérebro – no centro de processamento da audição -, o que provavelmente provoca um sistema auditivo de alto nível dos músicos.

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Os efeitos de tocar instrumentos musicais ainda quando crianças estimulam o cérebro até  a idade adulta.

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Os adultos que costumavam tocar algum instrumento na infância, mesmo que não façam mais isso há décadas, respondem mais rápido aos sons da fala, dizpesquisa.E quanto mais tempo praticando, mais rápido o cérebro fica.

A revista “The Journal of Neuroscience”, publicada semanalmente pela Sociedade de Neurociência, observou 44 pessoas entre 50 e 70 anos. Os voluntários ouviram uma sílaba da fala sintetizada, “da”, e enquanto isso os pesquisadores observavam a área do cérebro com processos de informação do som, o tronco encefálico.

Apesar de nenhum dos participantes terem tocado algum instrumento nos últimos 40 anos, os que estudaram música por um período entre 4 e 14 anos, começando na infância, responderam mais rápido aos sons do que os que nunca estudaram música.

Habilidades duradouras

Quando as pessoas crescem geralmente elas experimentam mudanças no cérebro que comprometem a audição. Por exemplo, a mente dos mais idosos demora mais para responder a mudanças rápidas de sons, o que é importante para interpretar falas.

Pode ser que aprender a tocar um instrumento musical ainda na infância causa alterações na mente que não mudam mais ao longo da vida. Ou, de algum jeito a música clássica prepara a mente para o futuro aprendizado auditivo, dizem os pesquisadores.

Outra pesquisa da mesma equipe descobriu que os adultos mais jovens seriam melhores ouvintes se eles tivessem estudado algum instrumento quando criança. Os especialistas também acreditam que os treinos musicais, com ênfase nas habilidades de ritmo, exercitam o sistema auditivo.

Mas esses estudos são relativamente pequenos e não podem dizer com certeza se é apenas o treino musical que vai estimular esses efeitos. Mas é indiscutível que as crianças que tem a possibilidade de aprender a tocar instrumentos, o que pode ser bastante caro, talvez façam parte de uma parcela privilegiada da população e isso pode ser uma influência.

Comentando a pesquisa, Michael Kilgard, da Universidade do Texas, e que não estava envolvido nos estudos, disse que ser um milissegundo mais rápido pode não parecer muito, mas que o cérebro é muito sensitivo ao tempo e um milissegundo somado agravado sobre milhares de neurônios pode sim fazer diferença na vida dos adultos com idade avançada.

 

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