OS OUVIDOS do grilo da espécie Copiphora gorgonensis, da América do Sul, medem menos do que um milímetro, mas mesmo assim funcionam de maneira bem parecida aos ouvidos humanos. Esse inseto pode distinguir diversas frequências de som a longas distâncias. Por exemplo, ele pode perceber a diferença entre o som de outros grilos e o ultrassom de morcegos que o caçam.

Analise o seguinte: Os ouvidos desse grilo estão em suas patas dianteiras. Eles coletam, convertem e analisam a frequência do som, assim como faz o ouvido humano. Mas cientistas descobriram um órgão dentro do ouvido, que só esse inseto possui — uma cavidade preenchida com um fluido pressurizado que parece um balão alongado. Esse órgão, chamado de vesícula auditiva, funciona como a cóclea do ouvido dos mamíferos, mas é muito menor. A vesícula auditiva é responsável pela incrível audição do grilo.

Daniel Robert, professor da Escola de Ciências Biológicas da Universidade de Bristol, no Reino Unido, disse que essa descoberta ajudará engenheiros a “desenvolver aparelhos auditivos bioinspirados menores e mais precisos do que qualquer outro feito antes”. Pesquisadores acreditam que isso também vai contribuir para a próxima geração de tecnologia de engenharia ultrassônica, incluindo sistemas de imagens para hospitais.

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Você pode treinar o seu cérebro para fazer o que quiser. Sabe por quê? Por causa da neuroplasticidade. Esse nome estranho se refere à capacidade que o nosso cérebro tem de sempre aprender coisas novas.

Nossos neurônios se reorganizam toda vez que nos submetemos a uma nova atividade, fazendo com que a comunicação neural encontre novos caminhos de realização.

O que acontece é o seguinte: os neurônios são estimulados e geram impulsos elétricos, formando uma nova reorganização nas ligações entre eles. Essas ligações entre os neurônios se tornam mais grossas, fazendo com que o recrutamento de células para a realização de determinada tarefa seja mais eficiente.

A transmissão dos impulsos elétricos acontece por meio dos neurotransmissores e fica cada vez melhor quanto mais estimulados forem os neurônios, ou seja, quanto mais o cérebro for exercitado.

Portanto, a neuroplasticidade permite que o nosso cérebro aprenda e reaprenda constantemente. Por exemplo, existem situações em que alguém sofre um acidente e acaba ficando com um membro do corpo imobilizado. Nesse caso, o cérebro precisa reaprender a mobilizá-lo ou aprender a viver sem ele. O comportamento dos neurônios muda e, assim, o cérebro se adapta a cada nova situação.

É tudo baseado no treino da mente. Da mesma forma,  é fisioterapia para os seus ouvidos. Por meio de condicionamento de som, o software exercita as células ciliadas da sua cóclea. Um novo exercício que cria novos impulsos elétricos que reorganizam as ligações entre os neurônios.

 Fonte:

http://drauziovarella.com.br/envelhecimento/plasticidade-neuronal/

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O funcionamento do seu corpo faz uma barulheira danada. Já pensou se você pudesse ouvir o som que vem de dentro de você? Isso é possível e tem nome: Síndrome de Deiscência de Canal Semicircular Superior (SDCSS).

O primeiro diagnóstico realizado dessa síndrome aconteceu no ano de 1998, nos Estados Unidos, pelo pesquisador Lloyd Minor. O paciente era Adrian Mcleish, que sofria ao pentear os cabelos, ao ouvir seus passos quando caminhava e ao comer. Para ele, morder uma cenoura era como se um tiro ecoasse dentro de sua cabeça.

A síndrome consiste na quebra da camada de osso que reveste o canal semicircular superior, localizado no ouvido interno. A quebra forma uma deiscência, ou seja, um pequeno furo. A solução para Adrian foi uma cirurgia, que pode ser realizada com diversos materiais, como fragmentos do osso do crânio, cera óssea, pó de osso e até mesmo o músculo.

O problema provoca sintomas que pioram muito a qualidade de vida de quem possui a síndrome. Alguns deles são perda auditiva, tontura constante e perda de equilíbrio, causados principalmente por causa das mudanças de pressão na cabeça. Quem possui a síndrome também tem intolerância à sons externos, caracterizando um tipo de hiperacusia (hipersensibilidade auditiva), além de uma oscilação anormal do globo ocular, chamada de nistagmo.

É muito importante identificar a síndrome corretamente para que o problema não seja tratado da forma errada, como aconteceu com o piloto Jefferson Vasconcelos. A princípio, a vertigem fez com que ele pensasse que o problema era da visão. Só depois percebeu que a sensação ruim que estava tendo vinha do ouvido.

Até agora, a única alternativa para a síndrome é a cirurgia, porém, infelizmente, o procedimento não garante que a vida do paciente volte completamente ao normal, podendo apenas amenizar o problema.

Agora você deve estar se perguntando da onde diabos essa síndrome deve surgir, certo? Pois bem, acredita-se que a má formação do osso que reveste o canal semicircular superior aconteça até os 3 anos de idade. Quando a camada óssea não atinge a espessura adequada, fica suscetível a rupturas, formando a deiscência.

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Você sabia? Seu ouvido esquerdo entende melhor o sarcasmo enquanto o direito compreende mais facilmente as declarações sinceras. Pelo menos é o que afirmam pesquisadores da Universidade de New Brunswick, no Canadá.

Segundo o estudo, o ouvido esquerdo possui mais agilidade em perceber as nuances do discurso das pessoas por causa do reflexo de como o hemisfério correspondente do cérebro processa a linguagem. Para chegar em tal conclusão, os pesquisadores realizaram uma série de testes com 40 voluntários.

Sendo assim, pense duas vezes antes de tentar persuadir alguém e fale no ouvido direito da pessoa. A mesma estratégia serve para situações de paquera. E se você parar para observar, vai perceber que nós temos a tendência de preferir que falem no nosso ouvido direito.

Para provar isso, pesquisadores da Universidade de Gabriele d’Annunzio, na Itália, foram até uma balada e pediram cigarro para as pessoas, perguntando intencionalmente ao pé do ouvido direito ou esquerdo. O resultado foi que eles receberam mais respostas positivas quando perguntaram no ouvido direito.

Agora se você quer fazer uma piada sarcástica para seus amigos, aproveite para falar na direção do ouvido esquerdo deles e tenha maiores chances de eles darem risada. Essa estratégia vale ainda mais se você deseja fazer um comentário do mesmo tipo para pessoas com quem você não tem intimidade e, portanto, não conhece seu humor.

É por essas e outras que é tão importante cuidar da sua saúde auditiva. Para isso, basta usar o aparelho auditivo e perceber a melhora na compreensão do sarcasmo pelo ouvido esquerdo e da sinceridade pelo ouvido direito.

Sarcasmo

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A medicina oriental está se infiltrando cada vez mais no Brasil, por isso decidimos abordar uma tema sobre a acupuntura. Será que a acupuntura pode melhorar o seu problema de zumbido?

A acupuntura é um método de medicina tradicional chinesa reconhecida pelo Conselho Federal de Medicina. A acupuntura se baseia na estimulação das células com agulhas em pontos específicos definidos no corpo humano. Sua utilização no combate ao zumbido é parecida com o modelo aplicado nos quadros álgicos, já que ambos estão relacionados como experiência sensorial e emocional.

As pesquisas da neurociência associam a acupuntura a estímulos neuronais, ativação de mecanismos opióides endógenos e de neuropeptídios, estimulando assim estruturas cerebrais específicas.

O otorrinolaringologista Ektor Tsuneo Onishi estuda o efeito da acupuntura no tratamento do zumbido e coordena o departamento de Otorrinolaringologia da Unifesp. Ele afirma que a técnica ajuda a diminuir o incômodo que o ruído gera e publicou um artigo científico que aborda a estimulação de pontos de acupuntura na cabeça em 76 pacientes e que comprova que a estimulação de um ponto especifico do ouvido pode melhorar o zumbido e diminuir o incômodo.

O software de aparelhos auditivos  tem ajudado muitas pessoas que tiveram seu zumbido no ouvido causado por poluição sonora e idade porque lida com estimulação direta na cóclea da sua audição. Mas quando a causa é outra o que você pode fazer?  Talvez uma acupuntura possa aliviar o seu problema que está conectado com sistema nervoso.

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Todo mundo fica surpreso quando ouve a própria voz. “Por que ela é tão estranha?”, “Desde quando ela é aguda desse jeito?” são algumas perguntas que todos fazem nesses momentos. Mas quando o seu amigo escuta sua voz numa gravação e diz que achou completamente normal você acha uma absurdo, não é mesmo?

Talvez você pense que isso aconteça por causa da falta de capacidade dos gravadores, pois eles não conseguem captar todas as frequências da voz humana. Porém, mesmo se um dia a tecnologia avançar a ponto de produzir um gravador capaz de gravar a voz humana perfeitamente, ouvir a própria voz continuaria sendo estranho para todo mundo.

Sua voz fica estranhamente aguda desse jeito porque o caminho que o som faz até os nossos ouvidos pode ser feito de duas formas. Um deles é o que a nossa própria voz percorre. Ela é transmitida das cordas vocais até a cóclea, região do ouvido interno responsável pela audição, através dos ossos.

Nesse processo, as frequências mais agudas dos sons enviados por nossas cordas vocais são abafas pelos nossos ossos. Isso faz com que a nossa voz chegue aos nossos ouvidos com a falsa impressão de que ela é mais grave.

Já quando nós ouvimos todos os outros sons, o caminho é feito pelo ar. As frequências fazem o nosso tímpano vibrar junto com os ossículos martelo, bigorna e estribo, conduzindo o som até a cóclea, que transforma os sinais acústicos em elétricos, mandando a informação para o nosso cérebro.

É por isso que nós nunca ouvimos a nossa própria voz da mesma forma como os outros ouvem. É mais ou menos isso o que acontece também quando nos vemos no espelho e quando vemos uma foto nossa. Por que a sua imagem no espelho nunca é a mesma da foto?

Não adianta ficar treinando pose na frente do espelho porque não vai adiantar. Isso porque a imagem que nós vemos é invertida, da mesma forma como funciona a câmera frontal do seu celular, por isso você sempre se pergunta porque você saiu com uma cara que você não fez. É a mesma questão de autopercepção que acontece no caso da voz.

Sinto-lhe dizer, mas por mais que você odeie ouvir sua própria voz e ache que todas as outras pessoas são loucas por achar ela normal numa gravação, não há nada que você possa fazer sobre isso.

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Homens perdem mais audição do que elas, independente da doença, estudos comprovam.

Ter diabetes pode causar maior perda de audição entre mulheres, especialmente se essa doença metabólica não for bem controlada com medicação, de acordo com estudo do Henry Ford Hospital in Detroit, Estados Unidos. A conclusão veio da revisão de registros de 990 pacientes que passaram por audiogramas na instituição entre 2000 e 2008.

Esses pacientes foram classificados por gênero, idade (menos de 60 anos, entre 60 e 75 anos e mais de 75 anos de idade), e se tinham ou não diabetes. Aqueles com a doença foram divididos em dois grupos: diabetes bem controlado ou mal controlado, de acordo com os parâmetros daAmerican Diabetes Association.

A esquipe observou a média do tom puro (PTA), uma medição que determina o nível de audição de acordo com certa frequência, além do reconhecimento da fala, em diversas idades. Eles focaram essa média de acordo com a frequência que a maioria das pessoas fala, e em frequências mais elevadas, usadas em músicas e alarmes.

Com esses dados em mãos, os pesquisadores puderam observar que mulheres entre 60 e 75 anos com o diabetes mal controlado tiveram perdas auditivas significativamente maiores do que aquelas cuja doença era bem controlada. Entre aquelas com menos de 60 anos, a perda auditiva – independentemente do nível de controle da doença – também foi maior do que aquelas que não têm diabetes.

Entre os homens, os estudiosos não encontraram diferenças significativas da perda de audição entre portadores do diabetes, bem ou mal controlado, e não portadores. O estudo verificou, no entanto, que o sexo masculino apresenta maiores perdas auditivas do que as mulheres.

Controle o diabetes com a ajuda da alimentação

Se o cardápio pode ser remédio ou veneno para todo mundo, com os diabéticos essa relação ganha contornos ainda mais marcados. O que vai ao prato interfere diretamente na doença, ajudando ou prejudicando ainda mais o quadro. Não há bom tratamento sem uma dieta adequada e exercícios, enfatiza o endocrinologista, da Universidade Federal de São Paulo. Alguns grupos de alimentos devem ser rigorosamente controlados é o caso dos carboidratos, que se transformam em glicose quando digeridos. E não pense que aqui estamos falando apenas de pães e bolachas: eles estão também em cereais, no leite e derivados e até em legumes e frutas.

Por sorte a Medicina descobriu que nenhuma solução radical funciona. Houve um tempo em que o paciente saía do consultório com uma lista de proibições. Hoje, há meios de controlar a ingestão dos vilões. É o caso da contagem de carboidratos, um método usado para calcular os gramas desses nutrientes ingeridos ao dia, nas refeições e lanches. Esse sistema é utilizado desde a década de 1930 nos Estados Unidos e na Europa. Com ele, você aprende a fazer substituições e a driblar pequenos delitos. Basta aprender a contar os pontos de cada alimento.

E, para somar, outros nutrientes vêm sendo pesquisados, revelando poderes de baixar a glicemia, como o caso das fibras solúveis. Em contato com a água, elas formam uma espécie de capa em torno da comida. Com isso dificultam a absorção do açúcar. Entre as campeãs desse tipo de fibra estão a maçã, comida com casca, e a aveia. Mas essas aliadas dos diabéticos estão também nas verduras como alface e rúcula, em leguminosas como o feijão, lentilha, milho e ervilha, além do bagaço de frutas como a laranja.

Agora os cientistas estão voltando as atenções ao chamado índice glicêmico dos alimentos, que indica a velocidade com que a glicose deles é liberada no organismo. Essa informação ajuda o médico a indicar o melhor cardápio. Aliada a métodos como a contagem de carboidratos poderá trazer ainda mais precisão ao controle da dieta e mais alternativas ao paciente.

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Erudição musical retarda envelhecimento auditivo em até 20 anos.

Pesquisadores da Baycrest’s Rotman Research Institute, em Toronto, no Canadá, descobriram que pessoas que estudaram música a vida inteira possuem menos problemas de audição relacionados à idade do que aqueles que não estudaram. Os resultados foram publicados no periódico Psychology and Aging.

No estudo, 74 músicos (entre 19 e 91 anos) e 89 não músicos (entre 18 e 86 anos) participaram de uma série de avaliações auditivas. Aqui, um músico foi definido como alguém que começou a estudar a arte desde os 16 anos, continuou a praticar até o dia dos exames e teve o equivalente a, ao menos, seis anos de ensino formal de música. Não músicos, no estudo, foram tidos como aqueles que não tocam nenhum instrumento musical.

Usando fones de ouvido, os participantes sentaram em uma sala com isolamento acústico e completaram quatro tarefas auditivas que avaliaram os limiares tonais (capacidade de detectar sons que ficavam cada vez mais silenciosos); detecção de lacunas (habilidade de detectar uma pequena lacuna de silêncio em meio a um som contínuo, o que é importante para perceber sons da ala comum, como nas sílabas “aga” ou “ata”); detectar desafinações harmônicas (capacidade de detectar a relação entre diferentes frequências sonoras, o que é importante para separar os sons que acontecem simultaneamente em um ambiente barulhento); e fala em meio a barulhos (habilidade de ouvir uma sentença falada em meio a ruídos).

Os cientistas descobriram que o fato de ser músico não ofereceu nenhuma vantagem no teste de limiares tonais quando a idade vai chegando. No entanto, nos outros três testes auditivos – detecção de lacunas, desafinações harmônicas e fala em meio a ruídos -, os músicos mostraram clara vantagem sobre os demais, e essa vantagem cresce junto à idade de ambos os grupos. Aos 70 anos, músicos medianos ainda tinham a mesma capacidade de entender uma fala em ambiente barulhento do que não músicos de 50 anos. Isso sugere que aqueles que estudaram música podem retardar a perda de audição relacionada à idade em 20 anos.

Vale ressaltar que as três avaliações onde os músicos demonstraram uma vantagem dependem do processamento auditivo no cérebro, o que não acontece com os limiares tonais. Isso sugere que o estudo musical ao longo da vida atua no cérebro – no centro de processamento da audição -, o que provavelmente provoca um sistema auditivo de alto nível dos músicos.

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Pesquisadores descobrem um simples medicamento que é capaz de deixar os ouvidos muito mais aguçados para identificar as notas musicais.

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Você já ouviu falar em ouvido absoluto? Esse é um termo musical que designa a habilidade de reconhecer qualquer nota musical e que costuma se desenvolver no período crítico de nossas vidas, que vai até os sete anos. Tal dom é tão incrível que chega até mesmo a ser raro: apenas uma em cada dez mil pessoas tem o ouvido absoluto, e entre elas estão personalidades como Michael Jackson, Ella Fitzgerald e Mariah Carey.

Mas se você, assim como eu, não faz a menor ideia da diferença entre um Si bemol e um Fá, não se preocupe: a ciência pode ter a solução. Pesquisadores descobriram que um simples medicamento pode fazer com que os adultos desenvolvam essa habilidade, mesmo sem nunca ter estudado teoria musical.

Habilidades da infância

Estudos desenvolvidos anteriormente mostraram que o ácido valpróico – um medicamento utilizado no tratamento de epilepsia – permitiu que ratos adultos desenvolvessem hábitos que não costumam ocorrer após a infância.

A partir daí, Takao Hensch, que é pesquisador da Universidade de Harvard, e sua equipe resolveram testar a substância em um grupo de adultos sem qualquer conhecimento musical. Os voluntários foram divididos em dois grupos – um que ingeriu o ácido valpróico e outro que recebeu um placebo – e ambos fizeram uma série de exercícios musicais online durante duas semanas.

Ao final desse período, os cientistas notaram que o reconhecimento das notas musicais foi mais acentuado no grupo que ingeriu o medicamento, o que mostra que a droga é capaz de reestabelecer a plasticidade do cérebro que é naturalmente perdida após a infância.

Será que podemos reaprender?

Em uma entrevista ao site NPR, o Dr. Hensch ressalta que os benefícios da substância podem ir além da música e representar um grande avanço na aprendizagem: “Existem muitos exemplos de tipos de desenvolvimentos do período crítico, e a linguagem é o mais óbvio deles. Então a ideia aqui era: podemos descobrir uma maneira de reabrir a plasticidade do cérebro e, com o treinamento apropriado, permitir que os adultos se tornem jovens novamente?”, questiona o pesquisador.

Embora pareça que uma simples pílula possa ajudar a desenvolver todas as habilidades que foram esquecidas desde a infância, o cientista ressalta que os próximos passos da pesquisa precisam ser cautelosos.

“Se formamos nossas identidades através do desenvolvimento, através de um período crítico, e combinamos nosso cérebro com o meio em que somos criados, adquirindo linguagem, cultura, identidade, então se apagarmos isso ao reabrir o período crítico, também corremos um risco”, explica Hensch.

Apesar dos riscos que o pesquisador comenta, você toparia tomar algumas doses do medicamento para aprender a identificar as notas musicais ou, quem sabe, falar outros idiomas com mais facilidade?

 

 

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Permanecer muitas horas seguidas ouvindo música alta pode trazer danos irreversíveis para a audição.

 

O carnaval está aí. Dia 4 de março começa a ‘folia’ que embala pessoas durante dias com músicas no máximo volume, trios elétricos, ruas lotadas e sambódromos cheios. Porém, por trás de toda essa animação exagerada, existe um aumento no número de casos de pessoas que apresentam problemas nos ouvidos, causados principalmente por causa dos ruídos das caixas de som potentes pertencentes aos trios elétricos e o grande período de tempo permanecido em ensaios de escolas de samba.

Segundo dados da Associação Brasileira de Otorrinolaringologia e Cirurgia Cérvico-Facial (ABORL-CCF), o ouvido humano suporta até 85 decibéis – porém, a aparelhagem utilizada atualmente pode chegar a até 120 decibéis, intensidade próxima a de uma turbina de avião. “Isso faz com que muitos foliões que não se importam com o ruído excessivo e não fazem nada a respeito para cuidar da audição, possam sofrer com danos auditivos sérios” comenta a Dra. Rita de Cássia Cassou Guimarães, otorrinolaringologista e otoneurologista.

Devido a intensidade do barulho nessa época, as pessoas que frequentam as festas de carnaval podem vir a ter a sensação de pressão nos ouvidos, zumbido e dificuldades para ouvir. “E pode não parecer sério, mas a Organização Mundial da Saúde (OMS) considera a poluição sonora a terceira maior do meio ambiente, perdendo apenas para a poluição da água e do ar, por isso, os cuidados com a audição são tão importantes,” comenta a especialista.
Os principais fatores que influenciam nos problemas auditivos causados devido ao excesso de ruídos é o tempo de exposição ao som e a sensibilidade individual de cada pessoa. Por isso, para aqueles que querem aproveitar o carnaval e ainda assim evitar problemas auditivos, existem algumas orientações que devem ser seguidas. “Ficar a uma distância de, no mínimo 10 metros do equipamento de som e usar protetores auriculares, que diminuem o impacto do barulho nos ouvidos, podem ajudar”, explica Rita.
É importante tomar esses cuidados pois o barulho muito forte é um dos agentes mais nocivos à saúde humana, causando desde a perda da audição, até zumbidos, distúrbios do labirinto, ansiedade, nervosismo, hipertensão arterial, gastrites, úlceras e, em alguns casos, impotência sexual.
“Saber da importância da audição e de como mantê-la em dia se torna ainda mais importante nessa época. O ‘poder’ de ouvir provoca uma melhor interação do indivíduo com o meio ambiente e, consequentemente, com seus semelhantes”, comenta Rita.
A exposição prolongada ao som alto, por muito tempo seguido, pode levar a diversos graus de surdez. No Brasil, é estimado que 15 milhões de pessoas já sofrem algum tipo de perda auditiva. “Portanto, é necessário cuidar da audição nessa época do ano, mantendo-se em uma distância apropriada dos trios elétricos e demais concentrações de som, a fim de proteger os seus ouvidos. Depois, é só aproveitar”, conclui a especialista.

 

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