Conversar com alguém que possui perda auditiva exige alguns cuidados, mesmo para pessoas que utilizam aparelhos auditivos. A audição é uma das faculdades mais importantes do ser humano e a sua perda é enfrentada com tristeza e frustração, por isso saiba como se comunicar com alguém com perda de audição e ajudar no desempenho de uma vida normal e com qualidade. Read more
O zumbido é considerado o terceiro pior sintoma para o ser humano, sendo superado apenas pelas dores e tonturas intratáveis. Read more

O envelhecimento é um processo natural, que tem início nos primeiros estágios da vida. Envelhecer é necessário para o desenvolvimento do organismo, mas também tem seus efeitos negativos. A audição é um dos sentidos que sofre com o acúmulo dos anos. O ouvido é um órgão sensível. Com o passar do tempo as células auditivas se deterioram e morrem, principalmente em casos de traumas, exposição sonora excessiva e doenças que afetam a região.

Na terceira idade as deficiências auditivas são mais perceptíveis, apesar de estarem presentes muito antes de serem diagnosticadas, isto ocorre porque o indivíduo demora para perceber que há algo errado com a audição.

A perda natural de função dos ouvidos faz com que os idosos tenham dificuldade para captar os sons e entender a fala, principalmente em ambientes ruidosos, mas é a demora na busca por tratamento adequado que agrava o quadro. O preconceito no que diz respeito ao uso de aparelhos auditivos, a vergonha ou o medo de conviver com a realidade atrasam a consulta com um especialista, desencadeando uma série de outros problemas. Sem contar que a falta de tratamento pode retardar a cura ou até mesmo perder a possibilidade de curar patologias benignas.

Prevenção é o melhor caminho

Perda de audição na terceira idade pode ser adiada!

Perda de audição na terceira idade pode ser adiada!

A surdez na terceira idade, também chamada de presbiacusia, é irreversível e não há como impedir que este processo aconteça. A boa notícia é que é possível adiar o problema, desde que sejam tomados alguns cuidados ao longo da vida.

Entre as principais recomendações estão o uso de protetores auriculares quando a profissão exigir a permanência em locais barulhentos; evitar o uso de fones de ouvido; e controlar a altura da televisão, do rádio e do computador, dando sempre preferência aos níveis mais baixos. Ficar próximo a fogos de artifício, caixas de som em casas noturnas e andar com o rádio do carro no último volume afeta a audição e pode causar traumas para o resto da vida nos ouvidos.

Os cuidados com a saúde geral também são fundamentais. Problemas circulatórios, hipertensão e diabetes prejudicam a saúde do ouvido e aceleram a degradação do órgão. Para garantir um organismo saudável é essencial escolher os alimentos da maneira adequada. Frutas, verduras e legumes devem estar presentes em todas as refeições para fornecer os nutrientes que o corpo precisa. A combinação com carnes magras, muita água e outros hábitos saudáveis como a pratica de exercícios físicos é perfeita para a saúde.

Precisa de ajuda para cuidar da sua audição ou de alguém da sua família? Entre em contato conosco e termos prazer em ajudá-lo!

É inevitável. Uma hora ou outra a perda de audição afeta todo e qualquer ser humano, trazendo diversas consequências geralmente inesperadas. O ouvido, além de ser responsável pela nossa audição, também é extremamente importante na manutenção do nosso equilíbrio e na nossa vida social.

Quando idosos começam a perder sua capacidade auditiva, é muito provável que isso acabe causando isolamento, frustração, depressão, entre outros problemas psicológicos. Tudo o que as pessoas à sua volta podem fazer é amenizar esses danos.

Os distúrbios de comunicação gerados pela perda de audição torna a atividade de compartilhar pensamentos, ideias e informações uma tarefa árdua. É comum que o idoso na maioria das vezes finja compreender o que os outros estão falando e, consequentemente, desista de tentar interagir. A fala também acaba por ser afetada e a tendência é piorar cada vez mais conforme a pessoa for perdendo a audição.

É comum que o idoso seja descrito com uma pessoa confusa e distraída, mas na verdade essas características são apenas consequências dos danos à sua capacidade auditiva. Também é importante perceber que a deficiência auditiva também pode trazer problemas para a linguagem e a memória, resultando em uma complexa depreciação da qualidade de vida da pessoa idosa.

Mas e os amigos e familiares, o que eles podem fazer para ajudar?

É extremamente necessário ter muita paciência na hora de se comunicar com o idoso. Ouvir atentamente o que ele tem a dizer é o primeiro passo que precisa ser dado para tirá-lo do isolamento social. Ao falar, não é preciso aumentar o volume de sua voz, apenas converse pausadamente e pronuncie as palavras com clareza, repetindo as frases se for necessário.

No entanto, nada disso pode ser eficaz se você estiver conversando com a pessoa em um ambiente muito ruidoso. Sempre que for interagir com um idoso, procure fazê-lo em um lugar silencioso, onde não seja necessário falar mais alto para se fazer ouvido. Além disso, também não se pode esquecer de que o fato de a pessoa possuir deficiência auditiva não quer dizer que ela deva ser poupada das atividades sociais, pois isso contribuirá para a sua frustração.

 Contudo, todo esse trabalho também pode ser amenizado ao tratar a perda auditiva do idoso. Muitas pessoas acreditam que a deficiência auditiva causada pela idade não é reversível, mas essa é uma afirmação do passado. Ajude o idoso a utilizar o aparelho auditivo pelo tempo necessário e veja a melhora você mesmo.

Caso não haja progresso, existem duas opções: ou a deficiência foi causada por excesso de cera no ouvido, ou o problema já avançou demais e está no grau de severidade.

Portanto, lembre-se: o quanto antes a pessoa utilizar o aparelho, menores são as chances da perda auditiva ser grave.

Tem alguma dúvida sobre a perda auditiva na terceira idade? Entre em contato conosco. Teremos prazer em ajudá-lo! 

É inevitável. Uma hora ou outra a perda de audição afeta todo e qualquer ser humano, trazendo diversas consequências geralmente inesperadas. O ouvido, além de ser responsável pela nossa audição, também é extremamente importante na manutenção do nosso equilíbrio e na nossa vida social. Quando idosos começam a perder sua capacidade auditiva, é muito provável que isso acabe causando isolamento, frustração, depressão, entre outros problemas psicológicos. Tudo o que as pessoas à sua volta podem fazer é amenizar esses danos.

Os distúrbios de comunicação gerados pela perda de audição torna a atividade de compartilhar pensamentos, ideias e informações uma tarefa árdua. É comum que o idoso na maioria das vezes finja compreender o que os outros estão falando e, consequentemente, desista de tentar interagir. A fala também acaba por ser afetada e a tendência é piorar cada vez mais conforme a pessoa for perdendo a audição.

É comum que o idoso seja descrito com uma pessoa confusa e distraída, mas na verdade essas características são apenas consequências dos danos à sua capacidade auditiva. Também é importante perceber que a deficiência auditiva também pode trazer problemas para a linguagem e a memória, resultando em uma complexa depreciação da qualidade de vida da pessoa idosa.

Mas e os amigos e familiares, o que eles podem fazer para ajudar? É extremamente necessário ter muita paciência na hora de se comunicar com o idoso. Ouvir atentamente o que ele tem a dizer é o primeiro passo que precisa ser dado para tirá-lo do isolamento social. Ao falar, não é preciso aumentar o volume de sua voz, apenas converse pausadamente e pronuncie as palavras com clareza, repetindo as frases se for necessário.

No entanto, nada disso pode ser eficaz se você estiver conversando com a pessoa em um ambiente muito ruidoso. Sempre que for interagir com um idoso, procure fazê-lo em um lugar silencioso, onde não seja necessário falar mais alto para se fazer ouvido. Além disso, também não se pode esquecer de que o fato de a pessoa possuir deficiência auditiva não quer dizer que ela deva ser poupada das atividades sociais, pois isso contribuirá para a sua frustração.

Contudo, todo esse trabalho também pode ser amenizado ao tratar a perda auditiva do idoso. Muitas pessoas acreditam que a deficiência auditiva causada pela idade não é reversível, mas essa é uma afirmação do passado. Ajude o idoso a utilizar o Hearing Guardian V1 pelo tempo necessário e veja a melhora você mesmo. Caso não haja progresso, existem duas opções: ou a deficiência foi causada por excesso de cera no ouvido, ou o problema já avançou demais e está no grau de severidade. Portanto, lembre-se: o quanto antes a pessoa utilizar o software, menores são as chances da perda auditiva ser grave.

Erudição musical retarda envelhecimento auditivo em até 20 anos.

Pesquisadores da Baycrest’s Rotman Research Institute, em Toronto, no Canadá, descobriram que pessoas que estudaram música a vida inteira possuem menos problemas de audição relacionados à idade do que aqueles que não estudaram. Os resultados foram publicados no periódico Psychology and Aging.

No estudo, 74 músicos (entre 19 e 91 anos) e 89 não músicos (entre 18 e 86 anos) participaram de uma série de avaliações auditivas. Aqui, um músico foi definido como alguém que começou a estudar a arte desde os 16 anos, continuou a praticar até o dia dos exames e teve o equivalente a, ao menos, seis anos de ensino formal de música. Não músicos, no estudo, foram tidos como aqueles que não tocam nenhum instrumento musical.

Usando fones de ouvido, os participantes sentaram em uma sala com isolamento acústico e completaram quatro tarefas auditivas que avaliaram os limiares tonais (capacidade de detectar sons que ficavam cada vez mais silenciosos); detecção de lacunas (habilidade de detectar uma pequena lacuna de silêncio em meio a um som contínuo, o que é importante para perceber sons da ala comum, como nas sílabas “aga” ou “ata”); detectar desafinações harmônicas (capacidade de detectar a relação entre diferentes frequências sonoras, o que é importante para separar os sons que acontecem simultaneamente em um ambiente barulhento); e fala em meio a barulhos (habilidade de ouvir uma sentença falada em meio a ruídos).

Os cientistas descobriram que o fato de ser músico não ofereceu nenhuma vantagem no teste de limiares tonais quando a idade vai chegando. No entanto, nos outros três testes auditivos – detecção de lacunas, desafinações harmônicas e fala em meio a ruídos -, os músicos mostraram clara vantagem sobre os demais, e essa vantagem cresce junto à idade de ambos os grupos. Aos 70 anos, músicos medianos ainda tinham a mesma capacidade de entender uma fala em ambiente barulhento do que não músicos de 50 anos. Isso sugere que aqueles que estudaram música podem retardar a perda de audição relacionada à idade em 20 anos.

Vale ressaltar que as três avaliações onde os músicos demonstraram uma vantagem dependem do processamento auditivo no cérebro, o que não acontece com os limiares tonais. Isso sugere que o estudo musical ao longo da vida atua no cérebro – no centro de processamento da audição -, o que provavelmente provoca um sistema auditivo de alto nível dos músicos.

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Permanecer muitas horas seguidas ouvindo música alta pode trazer danos irreversíveis para a audição.

 

O carnaval está aí. Dia 4 de março começa a ‘folia’ que embala pessoas durante dias com músicas no máximo volume, trios elétricos, ruas lotadas e sambódromos cheios. Porém, por trás de toda essa animação exagerada, existe um aumento no número de casos de pessoas que apresentam problemas nos ouvidos, causados principalmente por causa dos ruídos das caixas de som potentes pertencentes aos trios elétricos e o grande período de tempo permanecido em ensaios de escolas de samba.

Segundo dados da Associação Brasileira de Otorrinolaringologia e Cirurgia Cérvico-Facial (ABORL-CCF), o ouvido humano suporta até 85 decibéis – porém, a aparelhagem utilizada atualmente pode chegar a até 120 decibéis, intensidade próxima a de uma turbina de avião. “Isso faz com que muitos foliões que não se importam com o ruído excessivo e não fazem nada a respeito para cuidar da audição, possam sofrer com danos auditivos sérios” comenta a Dra. Rita de Cássia Cassou Guimarães, otorrinolaringologista e otoneurologista.

Devido a intensidade do barulho nessa época, as pessoas que frequentam as festas de carnaval podem vir a ter a sensação de pressão nos ouvidos, zumbido e dificuldades para ouvir. “E pode não parecer sério, mas a Organização Mundial da Saúde (OMS) considera a poluição sonora a terceira maior do meio ambiente, perdendo apenas para a poluição da água e do ar, por isso, os cuidados com a audição são tão importantes,” comenta a especialista.
Os principais fatores que influenciam nos problemas auditivos causados devido ao excesso de ruídos é o tempo de exposição ao som e a sensibilidade individual de cada pessoa. Por isso, para aqueles que querem aproveitar o carnaval e ainda assim evitar problemas auditivos, existem algumas orientações que devem ser seguidas. “Ficar a uma distância de, no mínimo 10 metros do equipamento de som e usar protetores auriculares, que diminuem o impacto do barulho nos ouvidos, podem ajudar”, explica Rita.
É importante tomar esses cuidados pois o barulho muito forte é um dos agentes mais nocivos à saúde humana, causando desde a perda da audição, até zumbidos, distúrbios do labirinto, ansiedade, nervosismo, hipertensão arterial, gastrites, úlceras e, em alguns casos, impotência sexual.
“Saber da importância da audição e de como mantê-la em dia se torna ainda mais importante nessa época. O ‘poder’ de ouvir provoca uma melhor interação do indivíduo com o meio ambiente e, consequentemente, com seus semelhantes”, comenta Rita.
A exposição prolongada ao som alto, por muito tempo seguido, pode levar a diversos graus de surdez. No Brasil, é estimado que 15 milhões de pessoas já sofrem algum tipo de perda auditiva. “Portanto, é necessário cuidar da audição nessa época do ano, mantendo-se em uma distância apropriada dos trios elétricos e demais concentrações de som, a fim de proteger os seus ouvidos. Depois, é só aproveitar”, conclui a especialista.

 

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É inegável que as vitaminas são fundamentais, mas a natureza se encarregou de distribuí-las por tantos alimentos que é difícil termos deficiência de alguma delas. Ainda assim, a ideia de que vitaminas fabricadas são sempre excelentes paira na cabeça de muitas pessoas. O que elas desconhecem é que esses produtos, quando consumidos em excesso, podem ser prejudiciais à saúde. A hipervitaminose A, por exemplo, causada pelo excesso de ingestão de vitamina A, pode levar ao aparecimento de pele ressecada, áspera e descamada, fissuras labiais e ceratose folicular. Já o excesso de vitamina C pode provocar distúrbios gastrointestinais e cálculo renal.

 Isso significa que não se deve fazer o uso de nenhum suplemento vitamínico? Não. Significa que é preciso saber o que, de fato, você está ingerindo e se é realmente necessário para sua saúde. Afinal, apesar da existência dos multivitamínicos, as carências não são genéricas e devem ser individualizadas. “É importante salientar que os complexos vitamínicos são estabelecidos como complemento alimentar, sendo assim, sua prescrição deveria ser feita idealmente por profissional de saúde, com a finalidade de corrigir uma eventual insuficiência detectada clinicamente ou por exames laboratoriais”, salienta a endocrinologista do Sérgio Franco Medicina Diagnóstica Dra. Yolanda Schrank.

 “Devem ser medicados com suplementos aqueles indivíduos que tenham alguma deficiência nutricional e serão beneficiados pela suplementação ou que tenham alguma deficiência de certo nutriente que não pode ser corrigida pela alimentação”, explica a endocrinologista, que separa quatro grupos principais: crianças, gestantes, idosos e atletas. “São organismos com necessidades diferentes. Um atleta de alta performance muitas vezes não consegue repor com a alimentação o que gasta no treino. As mulheres grávidas precisam de mais ferro, ácido fólico e vitaminas. Já os idosos tomam pouco sol e, com frequência, têm dificuldade em se alimentar bem: não têm estímulos e não gostam de alimentos e frutas duras, por exemplo. No caso das crianças, há sempre aquelas que se recusam a ingerir legumes, verduras e frutas”, completa a doutora.

 Cabe lembrar ainda a importância de se individualizar a suplementação com vitaminas em pacientes com certas doenças crônicas, vegetarianos e pacientes submetidos à cirurgia bariátrica. A melhor forma de garantir um corpo saudável ainda é comendo direito. “Para grande parte da população, os nutrientes necessários são conseguidos por meio da alimentação”, garante a doutora. Ou seja, vale muito mais apostar em uma reeducação alimentar com um profissional do que atacar a gôndola de suplementos da farmácia. É importante entender que a suplementação é exatamente o que o nome sugere: um extra, um complemento que deve ser utilizado em casos específicos. Uma dieta balanceada somada a exercícios físicos e redução dos maus hábitos (uso de cigarro, bebida alcóolica e drogas e noites maldormidas) ainda é a melhor receita para uma vida saudável.

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Com o envelhecimento, ocorrem mudanças na composição corporal e também na audição. Há um aumento na gordura corporal total, diminuição de massa magra e da hidratação.

Estudos norte-americanos mostram que já a partir dos 40 anos de idade as pessoas perdem cerca de 8% da massa muscular a cada década.1-4 Se houver redução no consumo de alimentos e na atividade física, esses fatores levarão a uma velhice frágil.

Dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) indicam que mais de 3 milhões de pessoas com 60 anos ou mais moram sozinhos. Ainda de acordo com o IBGE, de 2001 a 2011, aumentou 35,6% o número de pessoas que moram sozinhas no Brasil.

O fato de morar sozinho pode contribuir para o descuido com a alimentação. “Em geral, o idoso se contenta com um lanche leve, que nem sempre sacia todas as suas necessidades alimentares”, ressalta Ricardo Rosenfeld, Diretor Médico da Divisão Nutricional da Abbott no Brasil.

Em muitos casos há falta de apetite, os ouvidos afetados e a saúde bucal está prejudicada, o que impede o idoso de deglutir alimentos mais sólidos. “A diminuição na ingestão alimentar que ocorre naturalmente, conforme envelhecemos, pode levar o idoso ao risco nutricional”, conclui.

É importante lembrar que a atividade física também deve ser mantida. Isso não significa que é necessário frequentar uma academia. Atividades simples como caminhar, cuidar do jardim, passear com um animal de estimação já são formas de manter-se ativo. Uma nutrição equilibrada e variada, além da prática de atividade física, devem ser realizadas sempre.

Será que este não é o caso do seu avô ou avó? Eles moram sozinhos? Será que se alimentam bem? O melhor “presente” que um neto ou neta podem dar aos avós é prestar atenção em suas necessidades, já que muitos não interpretam a má qualidade da alimentação como um problema.

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Os efeitos de tocar instrumentos musicais ainda quando crianças estimulam o cérebro até  a idade adulta.

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Os adultos que costumavam tocar algum instrumento na infância, mesmo que não façam mais isso há décadas, respondem mais rápido aos sons da fala, dizpesquisa.E quanto mais tempo praticando, mais rápido o cérebro fica.

A revista “The Journal of Neuroscience”, publicada semanalmente pela Sociedade de Neurociência, observou 44 pessoas entre 50 e 70 anos. Os voluntários ouviram uma sílaba da fala sintetizada, “da”, e enquanto isso os pesquisadores observavam a área do cérebro com processos de informação do som, o tronco encefálico.

Apesar de nenhum dos participantes terem tocado algum instrumento nos últimos 40 anos, os que estudaram música por um período entre 4 e 14 anos, começando na infância, responderam mais rápido aos sons do que os que nunca estudaram música.

Habilidades duradouras

Quando as pessoas crescem geralmente elas experimentam mudanças no cérebro que comprometem a audição. Por exemplo, a mente dos mais idosos demora mais para responder a mudanças rápidas de sons, o que é importante para interpretar falas.

Pode ser que aprender a tocar um instrumento musical ainda na infância causa alterações na mente que não mudam mais ao longo da vida. Ou, de algum jeito a música clássica prepara a mente para o futuro aprendizado auditivo, dizem os pesquisadores.

Outra pesquisa da mesma equipe descobriu que os adultos mais jovens seriam melhores ouvintes se eles tivessem estudado algum instrumento quando criança. Os especialistas também acreditam que os treinos musicais, com ênfase nas habilidades de ritmo, exercitam o sistema auditivo.

Mas esses estudos são relativamente pequenos e não podem dizer com certeza se é apenas o treino musical que vai estimular esses efeitos. Mas é indiscutível que as crianças que tem a possibilidade de aprender a tocar instrumentos, o que pode ser bastante caro, talvez façam parte de uma parcela privilegiada da população e isso pode ser uma influência.

Comentando a pesquisa, Michael Kilgard, da Universidade do Texas, e que não estava envolvido nos estudos, disse que ser um milissegundo mais rápido pode não parecer muito, mas que o cérebro é muito sensitivo ao tempo e um milissegundo somado agravado sobre milhares de neurônios pode sim fazer diferença na vida dos adultos com idade avançada.

 

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